A chamada “Lei Vinicius Júnior” entrará em vigor durante a disputa da Copa do Mundo de 2026. Nesta terça-feira (28), a Fifa aprovou novas regras durante o seu congresso anual, realizado em Vancouver, no Canadá, com uma voltada para o caso de racismo que envolveu o atacante brasileiro do Real Madrid.
Aprovada por unanimidade pela International Football Association Board (IFAB), a medida prevê a punição com cartão vermelho ao jogador que cobrir a boca para falar com outro atleta em uma situação de confronto no campo, tendo em vista que o gesto pode configurar uma tentativa de mascarar um ato discriminatório.
A norma tem como base o ocorrido entre Vini e Gianlucca Prestianni, na partida entre Real Madrid e Benfica, em fevereiro deste ano, pela Liga dos Campeões. Na oportunidade, o argentino utilizou a camisa para tapar a boca e impedir a leitura labial enquanto falava diretamente com o camisa 7 merengue.

Vinicius afirmou que foi vítima de racismo, o que foi confirmado por Kylian Mbappé, que estava perto da confusão no momento. Embora nada de muito relevante tenha sido feito na ocasião, o atacante argentino veio a ser punido pela Uefa com seis jogos de suspensão a serem cumpridos em competições continentais ou internacionais.
W.O. e nova regra de cartões na Copa do Mundo
Além da “Lei Vinicius Júnior”, a entidade máxima do futebol também aprovou a aplicação de cartão vermelho para jogadores e membros da comissão técnica que abandonarem o gramado em protesto contra a arbitragem. Se o abandono for coletivo, será declarado W.O.
Já a terceira e última alteração que passa a valer no Mundial é a dos cartões amarelos na primeira fase. Agora, os cartões são zerados ao fim da fase de grupos, fazendo com que todos os atletas cheguem zerados nas oitavas – até então, o sistema só zerava a partir das quartas de final.





