A nova regra do Bolsa Família, que entrou em vigor recentemente, estabelece a obrigatoriedade do cadastro biométrico para que os beneficiários continuem recebendo o pagamento do benefício.
O Bolsa Família é considerado o maior programa de transferência de renda do Brasil, tendo contribuído para a redução da fome de milhões de famílias. Apesar das discussões políticas em torno do programa, ele permanece ativo, agora com a inclusão da biometria como uma medida de segurança.
Na última quarta-feira, 23 de abril de 2026, o Governo Federal anunciou a implementação dessa nova exigência. A biometria será utilizada para garantir o reconhecimento imediato das características físicas dos beneficiários, utilizando impressões digitais e fotografias.
Essa medida visa evitar fraudes e assegurar que os valores sejam depositados apenas para aqueles que realmente têm direito ao benefício. O novo procedimento não se limita apenas ao Bolsa Família, mas também será estendido a outros programas sociais.
Além disso, a adoção da biometria está alinhada com a estratégia de acelerar a emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN). O processo de implementação da biometria começará com as novas concessões de benefícios, enquanto os atuais beneficiários terão um prazo maior para se adequar à nova regra.
Isenções e Parcerias
Alguns grupos estão isentos dessa exigência, como pessoas com mais de 80 anos ou aquelas com dificuldades de mobilidade. Essa flexibilidade é importante para garantir que os mais vulneráveis não sejam prejudicados pela nova regra.
A parceria entre o Governo Federal e a Caixa Econômica Federal é fundamental, já que a instituição financeira já utiliza 90% dos cadastros biométricos dos beneficiários do Bolsa Família.
O Rio Grande do Norte será o primeiro estado a implementar essa medida, que deverá se expandir para outras regiões do Brasil nos meses seguintes. Essa estratégia busca modernizar o sistema de benefícios e aumentar a eficiência na gestão dos recursos.





