A Finlândia aprovou uma mudança relevante em sua política de defesa ao elevar para 65 anos a idade máxima dos reservistas. A nova lei foi confirmada na segunda-feira (22) pelo presidente Alexander Stubb e passa a valer a partir de 1º de janeiro de 2026. Com a alteração, qualquer pessoa sujeita ao serviço militar passará automaticamente para a reserva até o final do ano em que completar 65 anos, independentemente da patente.
Até então, tripulantes permaneciam na reserva apenas até os 50 anos, enquanto oficiais e suboficiais eram desligados aos 60. Oficiais com patente de coronel, comodoro ou superior continuam sem limite máximo de idade, desde que estejam aptos para o serviço.

Mudança amplia o contingente e ajusta regras atuais
A nova legislação estende a disponibilidade de recrutamento em 15 anos para tripulantes e em cinco anos para sargentos e oficiais. Segundo o Parlamento, o aumento do limite etário será aplicado a todos os recrutas nascidos em 1966 ou depois. Aqueles nascidos em 1965 ou antes continuam sujeitos às regras anteriores, preservando a segurança jurídica durante a transição.
A expectativa do governo é que a reforma acrescente cerca de 125 mil pessoas à reserva ao longo de cinco anos. Com isso, em 2031, o total de reservistas deve se aproximar de um milhão. O Ministério da Defesa destaca que essa ampliação permite alocar profissionais experientes em funções estratégicas, inclusive fora das estruturas tradicionais de patente, em cenários de crise ou guerra.
Apesar do aumento expressivo no número de reservistas, o governo afirma que os efeitos práticos atingirão um grupo limitado. Apenas reservistas com status de tempo de guerra continuarão sendo convocados para treinamentos obrigatórios de reciclagem. Já a participação em atividades voluntárias de defesa nacional passará a ser permitida sem limite máximo de idade definido em lei.





