O chocolate não é uma unanimidade entre os brasileiros e brasileiras, porém, é difícil encontrar quem não coma o alimento. Especialmente agora, quando estamos próximos da Páscoa e os supermercados já estão lotados de ovos das mais variadas marcas à espera dos clientes.
Para além da diversidade de marcas, existe a diferença nos tipos. Há quem goste de chocolate ao leite, outros do meio amargo, alguns preferem o branco… Enfim. O problema, porém, é que as especificações dos produtos nem sempre corresponde com a realidade.
Segundo uma pesquisa do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (Cena USP), a quantidade de cacau nos produtos etiquetados como meio amargo é similar àqueles ao leite ou branco. Ou seja, os brasileiros e as brasileiras gastam um valor a mais acreditando em um alimento, porém, consomem outro.
O estudo da Cena USP analisou 211 amostras de grandes marcas e detectou que a maioria dos produtos, seja ao leite, branco ou meio amargo, contêm em torno de 25% a 30% de cacau. No entanto, para ser considerado meio amargo, o ideal seria uma presença na casa dos 40%. Para “somente” amargo, 60%.

Boa notícia sobre o chocolate
Apesar do choque por conta da postura das grandes marcas ao disponibilizar os produtos, o trabalho da Cena USP trouxe um alívio para os amantes do alimento. Em nenhum dos 211 exemplares, os pesquisadores identificaram uma quantidade de cacau abaixo do que a legislação brasileira determina.
No Brasil, para um produto e alimento receber a alcunha de chocolate, é preciso que, no mínimo, 25% da composição tenha sólidos de cacau. A resolução RDC n° 723 é de 2022 e foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).





