A sociedade mundial caminha para grandes mudanças em relação à produção energética. O petróleo e as usinas nucleares, apesar de ainda existirem em larga escala, tendem a perder importância nos próximos longos anos. A China é quem domina o globo em relação a um dos possíveis substitutos: o lítio.
Conhecido como “ouro branco”, o material é fundamental para a fabricação de baterias que estão presentes em veículos elétricos, dispositivos eletrônicos, drones e outros sistemas de armazenamento de energia. O lítio é um metal macio de coloração prateada que não demora a oxidar quando em contato com ar ou água.
Na Europa, existe uma dependência da importação do “ouro branco” chinês, porém, o cenário pode mudar no futuro. A multinacional francesa Imerys encontrou uma “mina” de lítio na região de Allier, no depósito de Beauvoir, que se destaca pela oferta de caulim e ganha um novo status estratégico.

China perderia um excelente “freguês”
A Imerys espera produzir em torno de 34 mil toneladas de hidróxido de lítio por ano. A nível de exemplificação, seria possível fornecer baterias para aproximadamente 700 mil carros. Com isso, a dependência da França e até da Europa das importações da China diminuiria razoavelmente.
O Governo do país já declarou apoio à exploração da Imerys e concedeu um incentivo na casa dos 200 milhões de euros. Por enquanto, contudo, não há detalhes de quando será possível o desenvolvimento dos processos para extração do lítio.
A possibilidade de se trabalhar com insumos nacionais para a fabricação de baterias traria uma grande redução nos custos das montadoras francesas. Especialmente em um momento no qual não só o país como todo o continente caminham para uma maior adesão aos veículos elétricos.





