Uma região da Alemanha com em torno de 2 milhões de habitantes se tornou notícia no Brasil. O motivo está no novo Ministro-Presidente da Saxônia-Anhalt, Sven Schulze. Apesar de cumprir o mandato somente até o término deste ano, ele espera revolucionar uma questão relacionada ao auxílio-desemprego.
Na Alemanha, o principal programa se chama Burgergeld e presta apoio para as pessoas que não conquistaram uma oportunidade de emprego. Sven Schulze acredita que é preciso uma mudança. O Ministro-Presidente avalia implementar na Saxônia-Anhalt a obrigatoriedade de serviços comunitário aos beneficiários do auxílio-desemprego.
O anúncio ocorreu durante uma entrevista ao jornal Bild am Sonntag. Sven Schulze disse: “Existem serviços que podem ser prestados e que se justificam pelo dinheiro recebido. Por exemplo, trabalho voluntário na comunidade, varrer folhas ou limpar a neve no inverno. Por que pessoas saudáveis que estão desempregadas não podem fazer essas coisas também?”.
A proposta é controvérsia e segundo os especialistas locais, contra a Constituição da Alemanha. No entanto, levanta um debate em relação ao auxílio-desemprego e a possibilidade de as pessoas contribuírem com outras funções em prol da sociedade. Não há previsão para um teste, porém, Schulze está convicto da ideia.

Auxílio-desemprego e serviço comunitário não é novidade na Alemanha
Sven Schulze não é um revolucionário por levantar a bandeira de que as pessoas desempregadas poderiam contribuir em serviços comunitários. Desde 2023, o secretário-geral do partido de direita da Alemanha CDU, Carsten Linnemann, defende a proposta.
O embasamento, tanto para Schulze quanto a Linneman, está nos chamados “empregos de um euro”. Na Alemanha, quem recebe o auxílio-desemprego pode se voluntariar para tarefas de interesse público temporárias e subsidiadas. Em troca, ganham de 1 a 2 euros por hora além do salário-mínimo. A grande diferença é que as pessoas escolhem o emprego e não são obrigadas pelo Estado a exercer as funções.





