As louças de vidro âmbar da Duralex marcaram gerações e foram presença constante nas mesas brasileiras entre as décadas de 1970 e 2000. O que antes era um item comum e barato, hoje voltou ao foco graças ao interesse crescente nas redes sociais.
Em 2025, os pratos, xícaras e travessas dessa linha se transformaram em peças valorizadas, alcançando preços que chegam a R$ 3,5 mil por kit na internet. O contraste é grande: produtos que custavam de R$ 3 a R$ 4 em 2010 agora são vendidos separadamente por até R$ 100 cada.
Essa valorização é resultado direto da escassez. A linha âmbar deixou de ser fabricada no Brasil em 2012, e o que restou passou a ser disputado por colecionadores e consumidores atraídos pela estética retrô.
A tendência ganhou força especialmente nas plataformas digitais, onde vídeos sobre “louças antigas que valem dinheiro” viralizaram. O efeito foi imediato: a procura aumentou, os preços subiram e o mercado de segunda mão se aqueceu.

A força da nostalgia e do mercado de usados
O interesse não vem apenas de quem conviveu com as peças no passado. A geração Z também impulsiona essa redescoberta, motivada pelo consumo consciente e pelo apreço por objetos duráveis. Para muitos, possuir um prato âmbar significa participar de uma tendência que mistura memória afetiva e estilo.
Com isso, surgem histórias de famílias que encontraram verdadeiros “tesouros” guardados. Jogos completos são vendidos por valores altos, enquanto conjuntos menores, com poucas peças, chegam a ultrapassar R$ 400. Ainda assim, há quem lamente ter vendido louças da família por valores muito abaixo do praticado atualmente, antes de conhecer o novo interesse do mercado.





