Dinamarca e Estados Unidos se veem atualmente em meio a um impasse envolvendo a Groenlândia, território autônomo do país europeu. Não é segredo para ninguém que Donald Trump, presidente da nação norte-americana, quer passar a controlar a ilha com base em suas pretensões políticas e militares.
O que nem todos sabem, porém, é que a relação entre dinamarqueses e estadunidenses vem de muito antes. Para ser mais exato: de 1917, quando os EUA pagaram 25 milhões de dólares em ouro, o equivalente a cerca de 630 milhões de dólares (R$ 3,3 bilhões), para adquirir as Índias Ocidentais Dinamarquesas, hoje conhecidas como Ilhas Virgens Americanas.

Durante os séculos 16 e 17, as Índias Ocidentais Dinamarquesas foram controladas por espanhóis, ingleses, franceses e holandeses. Em 1684, a Dinamarca tomou posse e oficializou sua soberania sobre o arquipélago. A partir daí, começou a desenvolver economicamente a região e lucrar com as atividades.
Com o passar do tempo, os Estados Unidos se tornaram uma potência global, enquanto os dinamarqueses caíram. De olho no território, começaram a cogitar anexá-lo. Depois de anos de negociação, idas e vindas, as partes finalmente chegaram a um acordo e fecharam, em 1917, a transferência das Índias Ocidentais Dinamarquesas.
Índias Ocidentais Dinamarquesas atualmente
Conforme destacado anteriormente, as Índias Ocidentais Dinamarquesas viraram as Ilhas Virgens Americanas ao passarem para o controle dos EUA. É assim que o arquipélago é conhecido até os dias de hoje.
Atualmente, as ilhas contam com uma população estimada em pouco mais de 80 mil habitantes. Elas são consideradas um território não incorporado aos Estados Unidos, ou seja, os cidadãos locais são considerados americanos, mas não gozam de todos os direitos legais, como, por exemplo, o de votar para presidente.









