Um aeroporto no Rio de Janeiro será leiloado em 30 de março, com lance mínimo de R$ 932 milhões. Seis empresas demonstraram interesse na concessão, que integra a estratégia do Governo Federal para modernizar o terceiro maior aeroporto do país em movimentação de passageiros.
Para preparar o mercado, o Governo Federal realizou um roadshow para apresentar os ativos do aeroporto e as diretrizes do novo modelo de concessão, conduzido pelo Ministério de Portos e Aeroportos em parceria com a Secretaria do PPI. Uma sessão pública de esclarecimentos ocorrerá em 26 de fevereiro.

Mudanças na administração do aeroporto
Atualmente, a administração do Galeão é compartilhada entre um grupo de investidores de Singapura e da França, que detêm 51% da operação, enquanto a Infraero possui 49%. Com a nova concessão, a empresa vencedora do leilão assumirá 100% da operação, o que é visto como um atrativo significativo para investidores.
O Galeão teve um desempenho notável em 2025, com a movimentação de 17,5 milhões de passageiros, e há expectativas de que esse número supere 20 milhões nos próximos anos. A nova concessão, que terá validade até 2039, prevê uma contribuição variável anual de 20% sobre a receita bruta, além do pagamento à vista do valor do leilão.
Embora o Galeão tenha mostrado crescimento, ainda existem desafios a serem enfrentados, como a necessidade de garantir que a empresa vencedora tenha a expertise necessária para operar eficientemente todas as suas funções. Especialistas alertam que a escolha de uma concessionária sólida é crucial para evitar problemas futuros na gestão do aeroporto.





