Um dos países mais pobres do mundo tem uma grande quantidade de petróleo e gás em seu território. Trata-se da Namíbia, cujas terras estão sendo exploradas pela BP, gigante britânica de energia, que é co-investidora na licença de exploração por meio de sua empresa conjunta 50/50 com a italiana Eni, a Azule Energy.
Durante as atividades, o poço exploratório encontrou 26 metros de espessura líquida produtiva em reservatórios ricos em condensado de gás. O reservatório apresenta excelentes propriedades petrofísicas e sem contato com água observado e a análise laboratorial inicial indicou uma alta relação condensado/gás com densidade do líquido de aproximadamente 40° API.
Petróleo e gás na Namíbia

Os resultados obtidos inicialmente estão passando por avaliação adicional. Essa foi a terceira descoberta significativa de petróleo e gás na região por parte da gigante britânica de energia. Em 2025, foi descoberta a reserva de petróleo leve em Capricornus-1X.
Além das companhias citadas, outras também já fizeram grandes descobertas na costa da Namíbia, como a Shell, a TotalEnergies e a empresa portuguesa Galp. As descobertas de Graff, da Shell, e de Venus, da TotalEnergies, ajudaram a impulsionar a corrida pela exploração em águas namibianas.
A projeção da Namíbia é se tornar, em breve, a próxima Guiana. A grande questão, porém, é que o país carece de infraestrutura para acelerar as descobertas, o que as torna mais caras e difíceis de desenvolver e monetizar.
Quanto à BP, em fevereiro a empresa britânica anunciou uma mudança estratégica para cortar investimentos em energias renováveis e se concentrar em seu principal negócio de petróleo e gás. A companhia tem feito descobertas exploratórias, como a na prolífica Bacia de Santos.
Namíbia é um dos países mais pobres do mundo
Cerca de 27% a 43% da população namibiana enfrenta pobreza multidimensional ou monetária. O desemprego no país está acima de 29%, com disparidades rurais significativas, seca severa e alta prevalência de HIV.
A pobreza atinge 59% nas áreas rurais e 25% nas urbanas, segundo dados do relatório da OPHI. São números que colocam a nação africana entre as mais pobres do planeta.





