O presidente russo, Vladimir Putin, declarou que a adesão da Armênia à União Europeia (UE) é “simplesmente impossível”. Durante uma reunião no Kremlin com o primeiro-ministro armênio, Nikol Pashinyan, Putin enfatizou que a participação da Armênia em uniões aduaneiras, tanto da UE quanto da União Econômica Euroasiática (UEE), liderada pela Rússia, não pode ocorrer simultaneamente.
A Armênia, que aderiu à UEE em 2015, tem buscado desenvolver relações com a União Europeia. Putin reconheceu que a Armênia está explorando essa possibilidade, mas ressaltou a necessidade de que tais movimentos sejam claros e acordados desde o início. A busca da Armênia por benefícios de cooperação com a UE é compreensível, mas Putin deixou claro que a dualidade de pertencimento a ambos os blocos é inviável.
Desafios com a Rússia
Nos últimos anos, Yerevan tem demonstrado uma postura mais desafiadora em relação a Moscovo. A Armênia tem se queixado da falta de apoio da Rússia em conflitos com o Azerbaijão, especialmente durante as tensões em Nagorno-Karabakh.
Essa insatisfação pode ter contribuído para o desejo da Armênia de buscar aproximação com o Ocidente, refletindo uma mudança nas dinâmicas políticas da região. Durante a reunião, Pashinyan afirmou que a Armênia reconhece a incompatibilidade de pertencer a ambos os blocos, mas expressou a intenção de conciliar as agendas.
Ele garantiu que as relações com a Rússia permanecem firmes, apesar das novas direções que Yerevan está considerando. Essa declaração sugere um esforço da Armênia para manter um equilíbrio nas suas relações internacionais, mesmo diante das pressões de Moscovo.
Putin também comentou sobre a expectativa de que partidos políticos pró-Rússia participem das próximas eleições parlamentares na Armênia. Ele expressou o desejo de que essas forças políticas possam se engajar ativamente na vida política do país. As relações com a Rússia são centrais na eleição armênia, com a oposição criticando a aproximação do governo ao Ocidente.





