O Governo do Estado do Rio de Janeiro está usando presos para plantar árvores no território brasileiro. A ação faz parte do programa Replantando Vida, da Cedae, que une ressocialização e preservação ambiental há quase 25 anos em solo carioca.
Desde que foi implementado, o programa contribuiu para a plantação de mais de 4,5 milhões de mudas de espécies nativas da Mata Atlântica. Uma quantidade equivalente a nada menos que 2 mil campos de futebol em áreas reflorestadas, o que reforça a importância do projeto para sociedade.
No decorrer da história do projeto, mais de 6 mil presos participaram da iniciativa, atuando na recuperação de matas ciliares, proteção de nascentes e preservação de bacias hidrográficas estratégicas para o abastecimento de água no estado. Recentemente, 32 detentos participaram do plantio de nova mudas em Papucaia.

Além do impacto ambiental, o Replantando Vida também tem como objetivo atuar como uma ferramenta de ressocialização. As pessoas que participam do programa têm direito a remição de um dia de pena a cada três dias trabalhados. Após deixar o sistema prisional, alguns deles seguem trabalhando até o cumprimento total da condenação.
Presos passam por processo de seleção
Antes de começarem as atividades, os detentos passam por um processo de seleção que leva em conta seus comportamentos dentro das unidades prisionais. Feita a triagem inicial, por assim dizer, a escolha final fica a cargo da Cedae e de autorização da Vara de Execuções Penais e do Ministério Público.
Quanto ao Replantando Vida, o projeto permite que tanto áreas públicas quanto privadas recebam o plantio de mudas de forma gratuita. Para acessar o serviço, é preciso realizar a solicitação junto à Cedae. O local precisa estar em um raio de até 40 quilômetros de um dos viveiros mantidos pela companhia em unidades prisionais de Itaperuna, Resende e Magé.









