Uma sequência de ocorrências recentes acabou chamando atenção em diferentes regiões do país, especialmente após episódios envolvendo estruturas de grande porte que sofreram danos consideráveis. No entanto, o impacto vai além do visual, atingindo diretamente valores milionários e levantando questionamentos sobre segurança e prejuízos acumulados.
A situação enfrentada por Luciano Hang resultou em perdas após uma série de ataques simultâneos a estátuas da Havan em diferentes estados. Justamente por se tratarem de estruturas de alto custo, o prejuízo estimado chega a cerca de R$ 4 milhões, considerando que quatro monumentos foram afetados.
Estruturas de alto custo
Cada uma das estátuas inspiradas na Estátua da Liberdade possui características que ajudam a explicar o valor elevado. No entanto, não se trata apenas de estética, já que cada réplica custa em média R$ 1 milhão e pesa aproximadamente 3 toneladas.
Além disso, as dimensões também impressionam, pois a estrutura principal tem cerca de 24 metros de altura, chegando a 35 metros quando somado o pedestal. Esse porte, inclusive, torna qualquer dano ainda mais relevante, tanto do ponto de vista financeiro quanto estrutural.
Até mesmo a instalação dessas esculturas exige planejamento técnico rigoroso, algo reforçado pela própria Havan ao informar que todas possuem Anotação de Responsabilidade Técnica. Ainda assim, episódios recentes mostraram que nem sempre isso é suficiente para evitar prejuízos.

Queda durante temporal
Um dos casos mais emblemáticos ocorreu em Guaíba, no Rio Grande do Sul, onde uma das estátuas desabou durante um forte temporal. No entanto, apesar do susto, não houve registro de feridos, o que evitou consequências ainda mais graves.
A remoção da estrutura levou cerca de três horas e mobilizou equipes até por volta das 23h de uma segunda-feira. Com a queda, a estátua perdeu a cabeça, enquanto o restante do corpo ficou inclinado e apresentou rachaduras, além de diversos pedaços espalhados pelo estacionamento.
Imagens do local mostraram o trabalho de retirada dos destroços, evidenciando o nível do dano causado. Justamente por isso, a área foi imediatamente isolada pela empresa, como medida de segurança após o ocorrido.
Esse episódio aconteceu em meio a um cenário mais amplo de transtornos climáticos no estado. Segundo a Defesa Civil, pelo menos 53 municípios do Rio Grande do Sul registraram problemas, incluindo alagamentos, falta de energia e quedas de árvores e postes.

Prejuízo ampliado
Além do caso provocado por condições climáticas, outros episódios envolvendo as estátuas foram classificados como ataques simultâneos em quatro estados. No entanto, o efeito financeiro é semelhante, já que cada estrutura danificada representa uma perda milionária.
Somando os quatro casos, o prejuízo estimado chega aos R$ 4 milhões, valor diretamente ligado ao custo médio de cada réplica. Até mesmo a repetição dos episódios em diferentes locais reforça a dimensão do problema enfrentado pela empresa.
No caso específico de Guaíba, a estátua havia sido instalada em 2020, durante a inauguração da megaloja na cidade. No entanto, após o desabamento, não há previsão para a instalação de uma nova escultura no local, segundo a assessoria da Havan.
A situação evidencia um cenário de perdas relevantes para o patrimônio da empresa, que vai além de um único incidente isolado. Justamente por envolver eventos distintos, entre fenômenos naturais e ataques, o caso ganha ainda mais repercussão e levanta discussões sobre segurança e manutenção dessas estruturas.





