O Brasil é dono do 11º Exército mais forte do mundo, segundo o ranking Global Firepower 2025/2026. Principal força econômica da América Latina, o país também se coloca como uma potência militar da região, com grande distância para as demais nações, incluindo a Argentina.
O tamanho do território brasileiro conta muito para a avaliação do cenário. São 8,5 milhões de km² de território e fronteiras com 10 países, o que exige uma estrutura militar grande. Atualmente, o país tem mais de 376 mil militares ativos e mais de 1 milhão de reservistas, de acordo com dados da Global Firepower, baseados no CIA World Factbook.
Já a frota contempla mais de 2.200 veículos blindados. Outro fator que ajuda a explicar a diferença do Brasil para os vizinhos da região é o investimento: recentemente, foram destinados cerca de US$ 22,9 bilhões à defesa. Dinheiro esse que também é repassado à marinha e à força aérea.
Não por acaso, o Brasil fica à frente do México, que está em crescimento, mas ainda não tem condições de equiparar forças. O mesmo se aplica em relação à Argentina, que, diferente dos mexicanos, apresentaram um regresso recente com cortes no investimento. Os “hermanos” ocupam a terceira posição no ranking regional e a 33º na lista mundial.

Brasil e Argentina vivem crise diplomática
Atual presidente do país, Javier Milei vem dizendo há semanas que o Brasil estaria fazendo uma campanha coordenada contra a Argentina. Segundo o mandatário, haveria uma suposta “batalha cultural” promovida pela esquerda latino-americana contra seu governo.
Durante a convenção do PL que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência, Milei fez declarações contrárias a Lula e o STF (Supremo Tribunal Federal). Como reação, o governo brasileiro convocou o embaixador do Brasil em Buenos Aires, Julio Bitelli para consultas.
Esse cenário instaurou uma crise diplomática entre os dois países. O que, para os argentinos, não é um bom negócio, tendo em vista os dados militares apontados anteriormente.









