Ter um benefício do INSS é fundamental para muitas pessoas no nosso país, que tem no auxílio não só um complemento de renda, mas as vezes a totalidade do que se tem para passar o mês.
Mas imagine o cenário da perda desse direito, com uma situação ainda pior: em virtude do não cumprimento de uma “missão” praticamente impossível, estando a mais de 250 km de onde mora. Essa foi a situação de uma moradora do Ceará.
Uma reportagem exibida no jornal CETV 1ª edição, da última terça-feira (2), na TV Verdes Mares, afiliada da Rede Globo no Ceará, trouxe o caso de uma moradora de Caucaia, localizado na região metropolitana de Fortaleza. Mas, a situação chamou atenção.
Trata-se de uma beneficiaria, cujo nome não foi revelado na reportagem, que tem paralisia cerebral e depende do auxílio do INSS. Mas, o benefício pago para a cidadã foi bloqueado, por ela não comparecer a perícia médica que estava agendada.
Entretanto, a consulta foi marcada para a cidade de Mossoró, que fica no Rio Grande do Norte, a mais de 250 km do local onde a paciente mora. Com isso, não foi possível comparecer a perícia e o benefício foi suspenso.

Familiares alegaram os motivos da falta na perícia
Segundo informações da reportagem, a família não conseguiu comparecer a perícia em virtude das limitações da paciente em se locomover, como também pelos custos que ir a um local tão longe poderia render.
Segundo a família, o benefício era importante, ajudando nos gastos e no tratamento da beneficiaria que é diagnosticada com diplegia espástica, um tipo de paralisia cerebral. Os familiares ainda disseram para reportagem, que foram a uma agência do INSS para tentar remarcar uma nova perícia.
Entretanto, eles informaram que receberam a orientação na agência para aguardar a chamada de uma nova perícia. Com isso, restou apenas aguardar o tempo para o INSS resolver a situação.
A equipe de reportagem entrou em contato com o INSS para saber mais informações sobre o agendamento das perícias e foi informado que as consultas são de competência do Departamento de Perícia Médica Federal, que é um órgão vinculado ao Ministério da Previdência Social.
A reportagem da TV Verdes Mares informou que vai acompanhar o caso, que até o momento não teve uma resolução do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).





