Dinheiro é sempre bem-vindo, principalmente nos dias atuais. Mas, o caso que vamos citar aqui, diz respeito a valores esquecidos, algo que pode ser fundamental para o complemento da renda ou até mesmo outro tipo de plano. Essa situação é vívida por beneficiários do Pé-de-Meia.
Quase 1 milhão de contas bancárias abertas para estudantes contemplados pelo programa Pé-de-Meia permaneciam sem qualquer movimentação até o fim de junho.
Segundo dados da Caixa Econômica Federal, 991 mil contas ainda não haviam sido utilizadas pelos beneficiários, o equivalente a cerca de 14% do total criado para o pagamento do incentivo financeiro destinado a combater a evasão escolar no ensino médio.

Como funciona o Pé-de-Meia?
Criado pelo governo federal, o Pé-de-Meia oferece parcelas mensais aos estudantes da rede pública de baixa renda, além de um incentivo em forma de poupança e um bônus para quem participa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Mesmo quando a conta não é movimentada pelo aluno, o Ministério da Educação (MEC) continua realizando normalmente os depósitos do benefício.
Grande parte das contas inativas pertence a adolescentes menores de idade, que precisam da autorização dos responsáveis para movimentar os recursos. De acordo com o MEC, uma força-tarefa vem sendo realizada para regularizar essas situações.
Entre abril e junho deste ano, cerca de 571 mil contas foram liberadas após a obtenção do consentimento dos responsáveis. Em 2024, outras 356 mil contas já haviam sido regularizadas pelo mesmo procedimento.
O programa começou atendendo estudantes do ensino médio integrantes de famílias beneficiárias do Bolsa Família e, posteriormente, foi ampliado para alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e demais inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) dentro dos critérios de renda.
Os beneficiários são incluídos automaticamente e recebem uma conta aberta pela Caixa sem necessidade de solicitação prévia.
Até o dia 29 de junho, haviam sido abertas aproximadamente 7,1 milhões de contas para os participantes do programa. Segundo o MEC, o grande número de contas sem movimentação no início do ano letivo é esperado devido à entrada de novos alunos no 1º ano do ensino médio.
Além disso, parte das famílias opta por não utilizar imediatamente os valores, deixando os recursos acumularem como uma espécie de poupança. Ao longo dos três anos do ensino médio, um estudante pode receber até R$ 9.200 em incentivos financeiros.









