Desde a eliminação do Brasil na Copa do Mundo diante da Noruega, muito se fala em renovação, um ciclo visando 2030 com novos jogadores, trazendo novos ares para Seleção. Falando sobre esse tema, um nova lei pode proibir atletas como Vinicius Júnior, Alisson e Marquinhos com a amarelinha, algo que certamente traria novos atletas nas convocações.
Um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Luiz Carlos Hauly (Podemos-RS) pretende restringir as convocações da Seleção Brasileira apenas a jogadores que atuem em clubes do país.
A proposta, protocolada na última quarta-feira (8) como o PL 3.582/2026, também determina que o treinador e todos os integrantes da comissão técnica tenham vínculo profissional com equipes brasileiras para poder representar o Brasil em competições internacionais, com exceção de amistosos e eventos promocionais.
Em caso de aprovação dessa lei, todos os atletas que jogam pelos grandes no futebol do exterior, não poderiam mais ser convocados. Exemplos de Vinicius Júnior (Real Madrid), Alisson (Liverpool), Marquinhos (PSG) e tantos outros.
Deputado propõe restringir Seleção Brasileira a jogadores e treinadores que atuam no Brasil.
— Planeta do Futebol 🌎 (@futebol_info) July 9, 2026
O projeto de lei foi apresentado pelo deputado federal Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR).
Pela proposta, apenas jogadores e treinadores que atuam no Brasil poderiam representar a Seleção.… pic.twitter.com/SyP9G3KFov
O que diz o projeto de lei apresentado?
De acordo com o parlamentar, a iniciativa busca fortalecer o futebol nacional após a campanha decepcionante da Seleção na Copa do Mundo de 2026. O Brasil foi eliminado pela Noruega nas oitavas de final, por 2 a 1, registrando sua pior participação no torneio desde 1990.
Na competição, a equipe comandada por Carlo Ancelotti — primeiro técnico estrangeiro da história da Seleção principal — contou com apenas sete atletas que atuavam no futebol brasileiro entre os 26 convocados.
O texto também estende as regras às categorias de base e à Seleção Feminina. Em defesa da proposta, Hauly afirmou que o objetivo é valorizar os profissionais que trabalham no futebol nacional.
Segundo ele, a Seleção deve ser formada por jogadores e treinadores ligados a clubes brasileiros, como forma de impulsionar o desenvolvimento da modalidade no país.
Além das mudanças nas convocações, o projeto prevê a proibição de publicidade de casas de apostas em equipes, competições e produtos organizados por entidades esportivas brasileiras.
Atualmente, grande parte dos clubes da Série A mantém acordos de patrocínio com empresas do setor, assim como competições nacionais. A proposta, porém, não impede contratos individuais entre atletas da Seleção e plataformas de apostas.
O projeto ainda aguarda despacho da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados e, antes de uma eventual sanção presidencial, precisará passar pela análise das comissões, votação no plenário da Câmara e apreciação do Senado.









