A instalação de um acampamento militar dos Estados Unidos na República Dominicana mobilizou atenção internacional, especialmente pela localização estratégica do país, próximo à Venezuela e relativamente perto do Brasil.
A operação ocorre no Aeroporto Internacional Las Américas (AILA), onde tropas americanas montaram uma estrutura logística próxima à pista 17, em uma área de acesso totalmente restrito. A chegada de aeronaves militares, como os modelos C-5 Super Galaxy e C-17 Globemaster III, reforça a dimensão das atividades.
Esses aviões, conhecidos por transportar grandes volumes de carga, pousam e decolam em etapas, permitindo o envio contínuo de equipamentos e suprimentos. Entre os materiais desembarcados estão veículos, equipamentos de comunicação, alimentos e itens destinados ao plano de apoio humanitário coordenado pelos Estados Unidos com o governo dominicano.

Operação militar coordenada e acordo oficial
As operações logísticas são supervisionadas por militares americanos e pelo Corpo Especializado de Segurança Aeroportuária e da Aviação Civil (CESAC), que reforçam a segurança no entorno do aeroporto e proíbem o acesso da imprensa e de funcionários civis.
Caminhões-tanque, ônibus, vans e diversos veículos permanecem estacionados na área ocupada, enquanto o acampamento improvisado serve como base para a distribuição da carga. Além da movimentação no AILA, aeronaves também foram direcionadas à Base Aérea de San Isidro, onde parte da operação se concentra.
Segundo autoridades dominicanas, a presença norte-americana está vinculada ao acordo assinado em 26 de novembro, que autorizou o uso temporário de áreas militares e aeroportuárias para apoio logístico no combate ao narcotráfico. O presidente Luis Abinader comunicou a decisão após reunião com o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth.





