em primeiro turno e sob regime de urgência, a Câmara Municipal de Curitiba aprovou a revisão da Planta Genérica de Valores (PGV), documento que serve de base para o cálculo do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). A proposta, enviada pela prefeitura, ainda passará por segunda votação antes de seguir para sanção.
Atualização da PGV e impacto sobre os imóveis
Segundo a Prefeitura, a maior parte dos imóveis da capital paranaense terá o IPTU de 2026 corrigido apenas pela inflação acumulada entre dezembro de 2024 e novembro de 2025, medida pelo IPCA. No próximo ano, o imposto deve incidir sobre cerca de 980 mil unidades tributárias.
Apesar da atualização, o projeto não altera alíquotas. A mudança ocorre especificamente no valor cadastrado dos imóveis, o que pode elevar o imposto pago em alguns casos. As regras atuais de isenção também permanecem vigentes, mantendo fora da cobrança 135 mil unidades avaliadas em até R$ 232 mil e com área construída de até 70 m².

Imóveis com aumento acima da inflação
A revisão da PGV impactará diretamente 61 mil imóveis — pouco mais de 5% do total registrado em Curitiba. Esses casos envolvem imóveis que tiveram valorização acima da inflação ou que passaram por atualização de dados cadastrais.
Para evitar aumentos bruscos, a prefeitura manteve limitadores já utilizados em anos anteriores. Entre 2026 e 2029, o reajuste anual não poderá ultrapassar:
- 18% mais inflação para imóveis de maior valor;
- R$ 290 por ano para imóveis de menor valor.
A votação do segundo turno deve ocorrer ainda nesta semana. Enquanto governo e base aliada defendem a revisão como necessária para adequar o cadastro imobiliário à realidade atual, parte dos vereadores da oposição critica o impacto financeiro para as famílias curitibanas em um cenário de inflação persistente.




