A Etiópia anunciou um projeto nuclear avaliado em mais de R$ 164 bilhões como parte de uma estratégia para reduzir o déficit energético e sustentar o crescimento econômico. O plano marca uma mudança relevante na política energética do país africano, que busca ampliar sua capacidade de geração para atender à demanda atual e futura. A iniciativa tem apoio da Rússia, via Rosatom, e integra um pacote maior de investimentos do governo etíope.
O lançamento do Programa de Energia Nuclear Etíope ocorreu em Adis Abeba, com a participação do ministro das Relações Exteriores, Gedion Timothewos. Segundo ele, a construção de uma grande usina nuclear será fundamental para garantir segurança energética e viabilizar a transformação industrial do país.

Estrutura institucional e parceria internacional
Para viabilizar o programa, a Etiópia criou, em outubro de 2025, a Comissão de Energia Nuclear Etíope. O órgão será responsável por planejar, regular e integrar a energia nuclear a setores estratégicos, como saúde, agricultura e indústria.
A parceria com a Rússia foi formalizada por meio da assinatura de um plano de ação entre o governo etíope e a Rosatom. O acordo foi firmado durante encontro entre autoridades dos dois países, incluindo o presidente russo, Vladimir Putin, e o primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed.
O movimento da Etiópia ocorre em um cenário em que projetos de energia nuclear ganham espaço entre países do BRICS e parceiros estratégicos. O Egito avança na construção da usina de El-Dabaa, enquanto o Irã anunciou planos para novas instalações nucleares. A Indonésia também incluiu a energia nuclear em sua estratégia de transição energética, associando o setor à geração de empregos e à diversificação da matriz.









