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Além de ter que comer carne de burro, argentinos em situação de rua não param de aumentar

Por Fagner Gregório
18/05/2026
Créditos: Shutterstock

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A Argentina enfrenta uma crise econômica que tem afetado profundamente seus cidadãos, resultando em um aumento alarmante no número de pessoas em situação de rua. Ao mesmo tempo, a tradicional carne bovina, que sempre foi um símbolo da culinária argentina, está se tornando cada vez menos acessível.

Com a alta de preços, alternativas como a carne de burro começam a ganhar espaço nas mesas argentinas, refletindo a busca por opções mais econômicas em um cenário de inflação crescente.

Aumento no consumo de carne de burro

A carne de burro, que antes era pouco consumida, passou a ser uma alternativa viável para muitos argentinos. Com o aumento de 6,9% no preço da carne bovina em março, as pessoas buscam opções mais acessíveis.

Em Trelew, na Patagônia, um projeto chamado “Burros Patagônicos” começou a oferecer carne de burro em açougues e restaurantes, atraindo a atenção do público. Essa carne é vendida a um preço consideravelmente menor do que a carne bovina, o que a torna uma opção atraente para aqueles que enfrentam dificuldades financeiras.

Impacto da inflação na dieta argentina

A inflação na Argentina tem sido um fator crítico na mudança dos hábitos alimentares da população. Com um aumento acumulado de 9,4% no ano, os preços dos alimentos, especialmente da carne, dispararam. A carne bovina, que costumava ser um alimento básico, registrou um aumento de 55% em algumas regiões, levando a uma queda no consumo.

Dados recentes indicam que o consumo de carne bovina caiu cerca de 10% no primeiro trimestre de 2026, atingindo o menor nível em duas décadas. Simultaneamente, o número de pessoas em situação de rua em Buenos Aires aumentou 14% entre abril de 2023 e abril de 2024, somando mais de 4 mil indivíduos.

A crise econômica, exacerbada pela inflação, tem levado muitos a buscar abrigo em locais públicos, como estações de metrô e fachadas de lojas. Organizações sociais afirmam que o número real pode ser ainda maior, superando 8 mil pessoas.

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Fagner Gregório

Fagner Gregório

Jornalista graduado pela SATC (Santa Catarina), atua na produção de conteúdo jornalístico para web. Tem experiência em redação de portais (4oito) e jornais, além de assessoria de comunicação.

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