A Argentina está vendo o petróleo do território que reivindica há décadas, a Ilha das Malvinas, ser levado, por assim dizer, por uma empresa israelense. Quem tem se beneficiado da riqueza do arquipélago da região do Atlântico Sul é a Navitas Petroleum.
Embora os ‘hermanos’ e também Israel rejeitem formalmente a atividade da Navitas nas Malvinas, a empresa possui um acordo para operar ao redor das ilhas, em uma área de aproximadamente 1.126 km² com um potencial estimado de 3,1 bilhões de barris de recursos petrolíferos.

O governo argentino classifica o empreendimento da companhia israelense como “ilegítimo”. Buenos Aires questiona tanto a participação da empresa quanto o endosso implícito do Reino Unido, que controla o território desde que levou a melhor sobre o país sul-americano na Guerra das Malvinas, em 1982.
Nossos vizinhos acham que a exploração de hidrocarbonetos no entorno das ilhas viola as reivindicações de soberania e também contradiz os apelos internacionais para que se evitem medidas unilaterais enquanto persistir a disputa com o Reino Unido. Israel, por sua vez, garante que não tem qualquer ligação com a atividade da Nativas no arquipélago.
Argentina reivindica Ilha das Malvinas
Para os argentinos, como a ilha foi ocupada primeiro pelos espanhóis e, consequentemente, passaram a lhes pertencer após a independência. Já os ingleses afirmam que chegaram no território antes mesmo da ocupação espanhola e, por isso, são os donos legítimos.
Esse desentendimento desencadeou o conflito militar de 1982, que terminou com vitória britânica e derrota argentina. Ao todo, foram mortos 649 soldados argentinos, 255 combatentes britânicos e mais 3 moradores da ilha
Recentemente, o presidente da Argentina, Javier Milei, reivindicou o controle das Malvinas durante evento que lembrou os 42 anos da guerra.





