O Brasil alcançou um marco significativo ao subir cinco posições no ranking global de liberdade de imprensa, conforme o levantamento realizado pela organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF). Com isso, o país passou a ocupar a 52ª posição entre 180 nações, superando os Estados Unidos, que agora estão na 64ª colocação.
O ranking da Repórteres Sem Fronteiras avalia fatores econômicos, legais e sociais e indica que a liberdade de imprensa global está no pior nível em 25 anos. Apesar disso, o Brasil se destaca na América Latina, onde cresce a violência contra jornalistas.
Desde 2021, quando o Brasil atingiu sua pior classificação, ocupando a 111ª posição, houve uma recuperação considerável. Em 2022, o país estava na 63ª posição, e agora, com a atual classificação, ainda se encontra em uma “situação sensível”, mas com perspectivas de melhoria.
Queda dos Estados Unidos
Os Estados Unidos caíram para a 64ª posição no ranking de liberdade de imprensa, mantendo uma queda contínua há quatro anos, segundo a Repórteres Sem Fronteiras. Em 2022, o país ocupava a 42ª posição.
A piora é atribuída a dificuldades econômicas enfrentadas por jornalistas, perda de confiança do público na mídia e ações do governo de Donald Trump contra profissionais da imprensa.
O relatório também aponta ataques a jornalistas durante protestos. Globalmente, mais da metade dos países enfrenta situação difícil ou grave, e apenas 1% da população vive em locais com liberdade de imprensa considerada boa.
A situação da liberdade de imprensa na China
O governo chinês mantém um controle estrito sobre a mídia e a informação, utilizando censura para silenciar vozes críticas e restringir o acesso a conteúdos que possam ser considerados indesejáveis.
A RSF destaca que a liberdade de imprensa na China é praticamente inexistente, com jornalistas frequentemente enfrentando perseguições, detenções e até mesmo violência. A situação é agravada por uma legislação que penaliza a liberdade de expressão, criando um ambiente hostil para os profissionais da mídia.





