Muitos dos beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas) evitam tentar encontrar um emprego com carteira assinada com medo de perderem o programa de assistência do INSS. O que muitos não sabem, porém, é que existe uma maneira legal de fazer isso acontecer.
Trata-se do Auxílio-Inclusão. Entender como utilizar esse recurso é a chave para conseguir uma renda familiar sem ser retirado da Previdência social. O Auxílio-Inclusão é um incentivo financeiro oferecido pelo INSS para quem recebe o BPC e conseguem ingressar no mercado de trabalho formal.
Com o reajuste do salário mínimo para R$ 1.621, o valor do auxílio subiu para R$ 810,50 – corresponde a 50% do piso nacional. Convém destacar que ao começar a trabalhar, o pagamento do BPC é suspenso e passa a valer o Auxílio-Inclusão. Ou seja, o cidadão passa a ter o salário da empresa e os R$ 810,50 do governo.
Para se enquadrar no benefício, é preciso atender aos seguintes requisitos:
- Receber o BPC por deficiência (grau moderado ou grave);
- Conseguir um emprego com remuneração de até dois salários mínimos;
- Ter o CadÚnico atualizado e inscrição regular no CPF;
- Ter recebido o BPC nos últimos cinco anos ou estar com o benefício suspenso.
Como solicitar o Auxílio-Inclusão?
O processo é realizado totalmente online. Basta seguir o passo a passo que está abaixo ao entrar no site ou aplicativo do INSS:
- Acesse o aplicativo ou site Meu INSS;
- Vá em “Novo Pedido”;
- Digite na barra de pesquisa “Auxílio-Inclusão”;
- Siga as instruções e anexe o comprovante de contratação ou Carteira de Trabalho Digital;
- Em alguns casos, o sistema do INSS realiza a conversão automática, mas o processo manual garante que o pagamento seja feito de forma mais rápida.





