A Petrobras confirmou a presença de petróleo no poço Morpho, na bacia da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá. A estrutura está localizada a cerca de 175 quilômetros da costa. A descoberta ainda não permite determinar o tamanho da reserva encontrada.
O poço está sendo perfurado em uma área com aproximadamente 2.886 metros de lâmina d’água. Segundo a Petrobras, ainda restam cerca de 1 mil metros de perfuração. A operação deve continuar por mais 15 a 20 dias antes de uma estimativa inicial.
Perfuração ainda precisa ser concluída
A estatal precisará delimitar a ocorrência para calcular quanto petróleo existe no reservatório. Também será necessário verificar se o volume identificado apresenta condições econômicas para uma futura produção. A avaliação faz parte da atual etapa exploratória na Margem Equatorial.
A perfuração do Morpho já envolve investimentos expressivos da companhia. Conforme informado pela Petrobras, a operação custa aproximadamente US$ 1 milhão por dia. Até agora, os trabalhos relacionados ao poço já consumiram cerca de US$ 300 milhões.

Novos poços dependem de licenciamento
A Petrobras também pretende ampliar a investigação da região com novas perfurações. Para isso, protocolou no Ibama informações referentes ao pedido de autorização para outros poços. O processo ambiental prevê quatro poços no bloco FZA-M-59, sendo um principal e três contingentes.
A licença emitida em outubro de 2025 autoriza especificamente a perfuração do Morpho. As autorizações para os demais pontos continuam sob análise do Ibama. O órgão informou que recebeu novas informações complementares apresentadas pela Petrobras em 14 de agosto.
A exploração ocorre após um incidente registrado no mesmo navio-sonda utilizado atualmente. Em janeiro, houve descarga de 18,44 metros cúbicos de fluido de perfuração no mar, e o Ibama aplicou uma multa de R$ 2,5 milhões à empresa em fevereiro.









