Entre conversas e mais conversas, a visita do Presidente Lula para a Índia resultou em um super acordo para contribuir com o Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com as informações, os países fecharam um acordo de investimento R$ 722 milhões apenas em um primeiro ano. Caso a parceria se estenda por dez, é possível que alcance a casa dos R$ 10 bilhões.
O objetivo do acordo que foi firmado entre Brasil e Índia em Nova Délhi é para três Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs). O dinheiro será utilizado com o intuito de fortalecer a produção nacional de medicamentos contra o câncer (oncológicos) no território brasileiro.
Outro benefício para a população do Brasil e que faz o uso do SUS é a possibilidade de adquirir remédios antes inimagináveis. Por exemplo, haverá a oferta de medicamentos imunoterápicos pertuzumabe, dasatinibe e nivolumabe. Cada um desses pode custar até R$ 100 mil e não estão integrados na saúde pública.
A parceria, porém, visa amenizar a dependência brasileira para com os medicamentos considerados estratégicos pelo Ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Ele acompanhou o Presidente Lula durante o Fórum Empresarial Brasil-Índia nos últimos dias.

Parceria duradoura e leal
Lula comemorou o novo acordo dizendo que “Brasil e Índia trabalham lado a lado há décadas na defesa da equidade no acesso a medicamentos, sobretudo os genéricos, e da soberania sanitária no âmbito da Organização Mundial da Saúde”. A referência é ao Memorando de Entendimento entre os países.
Fora o investimento que pode chegar a R$ 10 bilhões, Brasil e Índia “renovaram” a cooperação bilateral que permite iniciativas conjuntas em área diversas da saúde, como produção de medicamentos, vacinas e insumos farmacêuticos, além de aprimoramento da saúde digital, telessaúde e Inteligência Artificial.





