O Brasil fechou um importante acordo com um país vizinho para a exportação de grãos secos de destilaria, conhecidos como DDG/DDGS. Essa negociação foi confirmada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, que destacou a relevância do produto na alimentação de aves, bovinos e suínos.
Com esse novo mercado, o agronegócio brasileiro alcança um total de 601 aberturas desde 2023, evidenciando a crescente demanda por produtos agropecuários brasileiros. Em 2025, as exportações brasileiras de produtos agropecuários para o Chile, que incluem carnes, produtos florestais e soja, totalizaram mais de US$ 2 bilhões, equivalente a quase R$ 10 bilhões.
Acordos Fitossanitários Eletrônicos
Além da exportação de grãos, os países firmaram um acordo para a implementação de certificados fitossanitários eletrônicos (ePhyto). Essa medida visa regulamentar o comércio de produtos agrícolas e florestais, com o intuito de agilizar as operações aduaneiras e reduzir a burocracia.
A adoção desses certificados eletrônicos pode resultar em menores custos logísticos e maior eficiência nas transações comerciais entre Brasil e Chile. Paralelamente às negociações com o Chile, o ministro da Agricultura e Pecuária do Brasil, André de Paula, se reuniu com o ministro do Uruguai, Alfredo Fratti.
O encontro teve como foco a cooperação bilateral no agronegócio, discutindo a integração comercial e técnica entre os dois países. Os ministros abordaram temas como o setor leiteiro e a ampliação das oportunidades comerciais, além de iniciativas em ciência, tecnologia e inovação.
Durante a reunião, também foi discutido um Memorando de Entendimento voltado para o desenvolvimento de políticas e tecnologias agrícolas e pecuárias. O Brasil se comprometeu a intensificar o intercâmbio de conhecimentos na área de bioinsumos, o que pode fortalecer ainda mais a parceria entre os dois países. Em 2025, o comércio bilateral entre Brasil e Uruguai superou US$ 2 bilhões.





