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Brasileiros podem perder acesso a crédito do Banco do Brasil

Por Isa Luciano
31/10/2025
Créditos: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Créditos: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Banco do Brasil, líder em financiamento agrícola no país, sinaliza uma postura mais severa contra calotes no setor rural. Em meio a uma série de recuperações judiciais, o banco ameaça cortar definitivamente o acesso a empréstimos para produtores que optarem por essa proteção legal.

Segundo executivos, essa medida visa proteger a instituição contra perdas crescentes, mas pode agravar a situação de agricultores já endividados.

Créditos: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Felipe Prince, vice-presidente de riscos, alertou que a recuperação judicial cria uma “armadilha” para os produtores, impedindo plantios futuros e isolando-os do crédito. Essa declaração reflete uma mudança radical na relação tradicional entre o banco e o agronegócio, onde o BB era visto como um parceiro flexível.

Dados Alarmante e Impacto Financeiro

Dados internos revelam que R$ 5,4 bilhões em empréstimos estão em atraso devido a pedidos de recuperação judicial de 808 produtores, em uma carteira total de R$ 404,9 bilhões para o agro.

A inadimplência rural saltou para 3,5%, um aumento de 2,2 pontos percentuais em um ano. Esse cenário contribuiu para o menor lucro trimestral do banco em quase cinco anos, com retorno sobre patrimônio caindo de 21,6% para 8,4%.

Analistas como Pedro Leduc, do Itaú BBA, e Gustavo Schroden, do Citigroup, preveem que o terceiro trimestre será desafiador, com o BB possivelmente apresentando o pior desempenho entre os grandes bancos.

Um programa governamental de renegociação, iniciado em outubro, pode aliviar, mas ainda é cedo para avaliar seu efeito.

Mudanças na Política de Crédito

O banco adotou garantias mais robustas, substituindo hipotecas por alienação fiduciária, o que mantém a propriedade do bem até o pagamento total. Isso eleva custos para os produtores, mas oferece mais segurança ao BB.

Além disso, prazos para cobrança foram reduzidos: contato após atraso caiu de 30 para 5 dias, e ações judiciais de 90-180 para 30 dias.

Inteligência artificial agora classifica clientes por risco de pagamento, ajudando a decidir sobre concessões ou suspensões. Renegociações são incentivadas, exceto para casos de recuperação judicial, onde o banco não negocia mais.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Isa Luciano

Isa Luciano

Publicitária formada pela Satc (Santa Catarina), também é escritora, redatora e roteirista. Possui experiência em setores de marketing e agências publicitárias. Também é autora de poesias e do livro “para o que não foi amor, o que foi e o que quase”, publicado pela Editora Invicta.

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