A Caixa Econômica Federal anunciou um contrato de aluguel ambicioso para ocupar a antiga sede do Banco do Brasil em Brasília. O acordo, firmado em setembro, prevê pagamentos mensais de R$ 2,5 milhões, totalizando R$ 150 milhões ao longo de cinco anos.
Essa medida visa resolver problemas de espaço em suas instalações atuais, marcando uma expansão significativa para a estatal.

Motivos para a Mudança
Segundo a Caixa, dois de seus quatro edifícios administrativos na capital federal operam além da capacidade, causando atrasos em elevadores e complicações em manutenções. Esses desafios surgiram de decisões tomadas entre 2019 e 2022, incluindo a devolução de outro imóvel chave.
Além disso, o aumento no quadro de funcionários elevou a necessidade por áreas de trabalho adequadas, impulsionando a busca por soluções.
Processo de Seleção e Contrato
Uma consulta pública atraiu sete propostas, mas apenas a da construtora Paulo Octávio atendeu plenamente aos requisitos. Outras opções foram rejeitadas por prazos longos, distâncias ou dimensões inadequadas.
O prédio, adquirido pela Paulo Octávio em julho de 2024 por R$ 85 milhões, passa por reformas extensas, com entrega prevista para fevereiro de 2026.
Valor Histórico e Cultural
Projetado por Ary Garcia Roza em 1962, o edifício é um marco de Brasília, com obras de artistas como Athos Bulcão e Bruno Giorgi. Localizado em área escolhida por Lúcio Costa, inclui paisagismo de Burle Marx.
Após dez anos abandonado, a revitalização destaca seu patrimônio, combinando modernidade com legado arquitetônico.
Investimentos e Projeções Financeiras
A Paulo Octávio investiu R$ 192 milhões em obras iniciais e planeja mais R$ 43 milhões, somando R$ 235 milhões em melhorias. Com a compra, o total chega a R$ 320 milhões.
A construtora estima recuperar o custo da aquisição em cerca de três anos e o das reformas em oito anos. O rendimento mensal de 0,83% supera médias locais, segundo o presidente da Caixa, Carlos Vieira.





