A Prefeitura de Belo Horizonte informou que preparava um projeto de lei para organizar o uso do empréstimo do banco dos Brics. O texto também permitiria a contratação oficial do financiamento. A iniciativa avançou após discussões realizadas no início de outubro.
As intervenções iniciais contemplariam ações na Avenida Amazonas e no viaduto sob a Avenida Teresa Cristina. Esses pontos foram escolhidos por impactarem fortemente o fluxo de veículos. A administração afirmou que a seleção seguia critérios técnicos de mobilidade.

O pacote ainda incluía o viaduto da Praça São Vicente e o alargamento do viaduto São Francisco. As obras comporiam a primeira etapa do plano de revitalização do Anel. A prefeitura destacou que essa fase abriria caminho para melhorias mais amplas.
Ampliação pode incluir novas obras importantes
O diretor Fernando de Oliveira Pessoa explicou que havia possibilidade de acrescentar outra intervenção ao programa. A obra adicional dependeria de avaliação da concessionária da BR-040. O assunto foi apresentado durante audiência pública na Câmara.
A concessionária defendia o alargamento da rodovia para seis faixas por sentido, o que exigiria ajustes no acesso ao Anel. Sem essas adaptações, segundo técnicos, o trecho sofreria congestionamentos constantes. O pedido foi encaminhado à ANTT para análise.
A prefeitura avaliava que integrar a nova obra ao pacote evitaria gargalos futuros. O alargamento criaria uma transição mais equilibrada entre a rodovia e o Anel. O objetivo seria impedir que o avanço na 040 criasse um estrangulamento na entrada de Belo Horizonte.
Trecho municipalizado entra em fase de reestruturação
Desde junho, o município passou a controlar 22,4 quilômetros do Anel Rodoviário. A área transferida abrange o trecho entre o bairro Olhos D’Água e a Avenida Cristiano Machado. A municipalização foi formalizada por termo assinado com o Governo Federal.
A gestão declarou que pretende modernizar a via com foco em segurança e eficiência. O pacote financiado pelo BRICS fortaleceria esse processo ao permitir intervenções estratégicas. A expectativa é reduzir acidentes e melhorar a fluidez no trânsito da capital.
A prefeitura afirmou ainda que o investimento marca um novo ciclo para a mobilidade urbana da cidade. As obras devem preparar Belo Horizonte para demandas futuras de transporte. A administração acredita que a parceria com o NDB será decisiva para esse avanço.





