A possibilidade de mais um desfalque na Seleção Brasileira já começa a ganhar força nos bastidores, justamente em um momento delicado para Carlo Ancelotti. Caso essa tentadora proposta seja aceita, o treinador italiano pode perder uma peça importante, aumentando ainda mais os desafios às vésperas de um cenário já considerado preocupante.
Esse possível novo problema envolve Davide Ancelotti, que atualmente integra a comissão do pai, mas pode retomar a carreira como treinador principal na Europa. De acordo com informações da Rádio Marca, ele está sendo avaliado pelo Rayo Vallecano para a próxima temporada, o que abre caminho para uma possível saída.
O clube espanhol busca alternativas diante da instabilidade de Íñigo Pérez no comando técnico, e vê Davide como um nome promissor. No entanto, ainda não houve contato oficial, embora a diretoria enxergue com bons olhos sua experiência no futebol de elite e sua capacidade de crescimento no cenário internacional.
Trajetória recente de Davide Ancelotti
Antes de retornar à comissão da seleção, Davide teve sua primeira experiência como técnico principal no Botafogo em 2025. No comando da equipe, ele acumulou 14 vitórias, 11 empates e sete derrotas, números que mostram uma passagem relativamente consistente, apesar de alguns obstáculos ao longo da temporada.
Ele conseguiu levar o clube à Pré-Libertadores ao terminar o Brasileirão na sexta colocação, cumprindo um dos principais objetivos estabelecidos. No entanto, a eliminação nas quartas de final da Copa do Brasil para o Vasco, nos pênaltis, acabou marcando negativamente sua trajetória no período.
A saída do clube aconteceu no fim do ano passado, motivada por divergências internas relacionadas à manutenção de membros de sua comissão técnica. Desde então, Davide voltou a trabalhar ao lado de Carlo Ancelotti na Seleção Brasileira, onde, até o momento, a expectativa era de permanência até a Copa do Mundo de 2026.

Repercussão internacional sobre desfalques
Enquanto a possível saída de Davide surge como uma nova preocupação, a Seleção Brasileira já enfrenta uma série de dificuldades importantes. O jornal espanhol AS destacou os problemas recentes de Carlo Ancelotti, principalmente com o aumento da lista de ausências a cerca de 50 dias do início do Mundial.
A perda mais recente foi a de Éder Militão, que sofreu uma lesão muscular na coxa esquerda e será submetido a cirurgia na Finlândia. O zagueiro deve ficar fora dos gramados por aproximadamente cinco meses, o que compromete ainda mais o planejamento defensivo da equipe.
Além dele, Rodrygo também está fora após uma ruptura no ligamento cruzado anterior. Já Estêvão e Alisson aparecem como dúvidas. Até mesmo Vitor Roque foi citado, visto que era um dos observados mas que agora só deve retornar ao Palmeiras depois da Copa, após duas lesões consecutivas no tornozelo esquerdo.
Impacto dentro e fora de campo
Diante desse cenário, Ancelotti tem sido obrigado a testar alternativas, inclusive durante amistosos recentes. O treinador utilizou as partidas contra França e Croácia para experimentar uma nova linha defensiva, mas os resultados não foram os esperados.
A publicação espanhola destacou que o Brasil deixou muitas dúvidas nessas partidas, justamente por conta da dificuldade em encontrar uma formação sólida. A ausência de jogadores importantes tem impactado diretamente o desempenho coletivo, sobretudo na organização defensiva da equipe.





