Enquanto o Zenit pede 40 milhões de euros para vender o atacante Luiz Henrique, o Olympique de Marselha quer ainda mais por outro brasileiro, no caso, Igor Paixão, o que evidencia o peso financeiro dessas negociações. No entanto, os valores elevados chamam atenção no mercado e reforçam o nível de exigência dos clubes europeus por seus ativos.
De olho em novos reforços, o Palmeiras acompanha atualmente a situação de Luiz Henrique, justamente em meio ao alto custo envolvido na operação. O valor de 40 milhões de euros (Aprox. R$ 234 milhões) também desperta interesse do Flamengo, que monitora o cenário para a próxima janela.
Negociação por Luiz Henrique exige cautela
A quantia pedida pelo Zenit representa um investimento extremamente elevado dentro da realidade sul-americana, até mesmo para clubes com maior poder financeiro. Por isso, qualquer avanço nas tratativas dependeria de uma engenharia financeira bem estruturada.
Nos bastidores, o ponta é bem avaliado por dirigentes de grandes equipes brasileiras, justamente por reunir força física, velocidade e capacidade de decisão no ataque. Ainda assim, o custo elevado levanta discussões sobre o real custo-benefício da operação.
Antes de qualquer decisão, é preciso observar o cenário atual do mercado, onde jogadores jovens com histórico europeu tendem a alcançar cifras mais altas. Luiz Henrique se encaixa nesse perfil e atua em uma posição bastante valorizada.
Por outro lado, investir 40 milhões de euros exige retorno esportivo imediato e possibilidade de valorização futura, o que aumenta o risco da operação. No futebol brasileiro, poucos clubes conseguem sustentar esse tipo de investimento sem impactos relevantes.
Palmeiras e Flamengo monitoram cenário
O Palmeiras, sob comando de Abel Ferreira, costuma agir com cautela em grandes contratações, justamente para evitar riscos financeiros. Já o Flamengo também segue atento às oportunidades disponíveis no mercado.
Caso o Zenit mantenha a pedida atual, a tendência é de negociações prolongadas, com tentativas de parcelamento ou redução do valor total. Alternativas como bônus por metas e percentual em venda futura também aparecem como soluções viáveis.
Tudo dependerá da vontade do atleta e da postura do clube russo, que pode ou não flexibilizar suas exigências. Esse cenário mantém a negociação em aberto, mas sem avanços concretos até o momento.

Igor Paixão tem valor ainda mais alto
Enquanto isso, o time comandado por Leila Pereira também monitora a situação de Igor Paixão, que atua no Olympique de Marselha e vive bom momento na Europa. O clube paulista trata o sistema ofensivo como prioridade, especialmente após a lesão de Vitor Roque.
Igor deixou o Coritiba em 2022 rumo ao Feyenoord, da Holanda, por 4 milhões de euros, e posteriormente foi negociado com o clube francês por 30 milhões de euros em 2025. Esse histórico já demonstra sua valorização no mercado.
Na atual temporada, o atacante soma 39 jogos, com 12 gols e seis assistências, números que reforçam seu desempenho consistente. Os franceses, inclusive, já sinalizaram que não pretendem negociar o jogador na próxima janela.
Mesmo sem interesse em venda, o clube francês definiu que só aceitaria liberar Igor Paixão por valores acima de 45 milhões de euros (Aprox. R$ 263 milhões), justamente para afastar interessados. O atacante tem contrato até junho de 2030, o que fortalece ainda mais a posição do Marselha.





