O chimpanzé que ficou conhecido por acompanhar Michael Jackson em viagens, programas de televisão e até apresentações curiosas continua vivo aos 43 anos. Bubbles, que chegou a aparecer andando para trás em vídeos antigos, vive atualmente longe dos holofotes e em uma rotina voltada ao próprio bem-estar.
Durante os anos de convivência com o Rei do Pop, o animal virou um dos símbolos mais comentados da carreira do cantor. No entanto, a relação precisou mudar com o passar do tempo, justamente porque Bubbles cresceu, ganhou força e passou a exigir cuidados mais adequados para sua espécie.
Vida tranquila longe das câmeras
Hoje, Bubbles mora no Center for Great Apes, localizado em Wauchula, na Flórida. O chimpanzé deixou o Rancho Neverland em 2005 e, desde então, passou a viver em um ambiente preparado para garantir mais autonomia, contato com outros primatas e uma rotina sem pressão de entretenimento.
Com 84 quilos, ele é visto como um líder calmo dentro do grupo formado por Oopsie, Boma, Kodua e Stryker. Mesmo com a fama internacional construída ao lado de Michael Jackson, o chimpanzé agora passa os dias de maneira tranquila, decidindo onde descansar e até mesmo com quais companheiros deseja interagir.
Além da convivência no santuário, Bubbles também desenvolveu hábitos que chamam atenção dos tratadores. O chimpanzé gosta de criar pinturas coloridas e costuma passar bastante tempo concentrado antes de entregar cada obra, algo que virou uma das atividades mais conhecidas de sua atual rotina.
O animal ainda mantém um comportamento brincalhão em alguns momentos do dia. Segundo relatos do santuário, ele ocasionalmente joga água ou areia em visitantes e funcionários apenas por diversão, mostrando uma personalidade tímida, mas ao mesmo tempo curiosa.
Apoio financeiro continua ativo
Mesmo longe da antiga vida cercada por luxo, Bubbles segue recebendo cuidados financiados pelo espólio de Michael Jackson. Segundo informações divulgadas pelo TMZ, o chimpanzé recebe cerca de 30 mil dólares por ano, valor usado para custear alimentação, estrutura e acompanhamento dentro do santuário.
Os cuidados incluem até mesmo presentes enviados por fãs clubes ligados ao cantor. Entre os itens recebidos estão cocos, mangas e cobertores usados pelo animal durante as sonecas, algo que reforça o carinho mantido por admiradores do artista mesmo após tantos anos.
O santuário também precisou esclarecer rumores recentes envolvendo o chimpanzé. Com o lançamento do filme Michael, começaram a circular imagens mostrando supostas interações entre Bubbles e Jaafar Jackson, sobrinho do cantor e protagonista da cinebiografia.

Santuário rebate imagens falsas
De acordo com o Center for Great Apes, as fotos divulgadas nas redes sociais foram criadas com inteligência artificial. A instituição afirmou que Jaafar Jackson nunca visitou o chimpanzé e destacou que o contato físico com os animais é proibido dentro do espaço.
A decisão faz parte das regras adotadas para preservar o bem-estar dos primatas que vivem no local. O próprio santuário reforçou que a prioridade atual não envolve entretenimento, mas sim garantir qualidade de vida, segurança e respeito às necessidades naturais dos animais.
Embora o diretor Antoine Fuqua tenha escolhido usar computação gráfica para representar Bubbles no cinema, o chimpanzé verdadeiro continua sendo lembrado como um dos animais mais famosos ligados à cultura pop. Depois de duas décadas vivendo no santuário, ele encontrou uma rotina distante da antiga exposição e mais próxima de sua própria natureza.





