A China desenvolveu um sistema de vigilância voltado ao monitoramento de estrangeiros no país. A tecnologia coleta informações pessoais, fotografias, dados de pagamentos e hábitos de consumo, permitindo que autoridades acompanhem deslocamentos e contatos dos indivíduos observados.
O funcionamento do sistema veio à tona depois que um pesquisador de cibersegurança acessou acidentalmente um banco de dados com informações de jornalistas estrangeiros que atuavam em Pequim.
O projeto faz parte de uma iniciativa chamada “perfis holográficos”. O sistema foi criado para o Departamento de Segurança Pública de Zhangjiakou e representa uma ampliação do modelo de vigilância estatal chinês.
Antes baseado principalmente em câmeras de segurança, o monitoramento passou a integrar diferentes fontes de dados em tempo real, formando registros detalhados sobre cada pessoa acompanhada pelas autoridades.
Monitoramento inclui viagens e contatos
O sistema consegue rastrear indivíduos com precisão e registrar detalhes sobre viagens, incluindo vagão e número do assento utilizado em transportes públicos. Fotografias captadas em pontos de controle também são sincronizadas para mapear movimentações.
O objetivo é reunir informações de vários sensores para criar perfis completos dos alvos monitorados. Jornalistas estrangeiros, especialmente de países ocidentais, recebem atenção específica dentro da estrutura de vigilância.
Alguns profissionais são identificados com etiquetas de rastreamento em tempo real, permitindo que autoridades sejam avisadas quando entram em novas regiões. O sistema também utiliza algoritmos para analisar relacionamentos interpessoais e gerar gráficos sobre conexões sociais entre indivíduos monitorados.
Enquanto democracias ocidentais discutem limites para o uso de tecnologias de vigilância, o sistema chinês opera com pouca supervisão pública. As autoridades podem utilizar os dados coletados para acompanhar comportamentos, deslocamentos e relações pessoais de forma contínua.
A estrutura combina registros de transporte, imagens de câmeras, dados financeiros e informações de circulação em um único sistema integrado. Com isso, as autoridades conseguem acompanhar mudanças de rotina, identificar contatos e localizar pessoas monitoradas em cidades, ampliando o alcance do controle sobre estrangeiros.





