Na terça-feira, 28 de abril de 2026, o Ministério do Comércio da China anunciou a extensão do tratamento de tarifa zero para todos os países africanos que mantêm relações diplomáticas com o país.
A partir de 1º de maio de 2026, a medida beneficiará 53 nações do continente, com exceção de Essuatíni, que é o único país africano a reconhecer Taiwan como uma nação independente.
Detalhes da Medida
Antes dessa expansão, a China já aplicava tarifas zero a 33 países africanos desde dezembro de 2024. Com a inclusão de mais 20 nações, a política chinesa visa fortalecer laços comerciais e promover desenvolvimento econômico na África.
O governo chinês especificou que, para produtos com cotas tarifárias, a alíquota tarifária dentro da cota será reduzida a zero, enquanto a taxa fora da cota permanecerá inalterada. Isso significa que os produtos que ultrapassarem um limite de exportação ainda estarão sujeitos a tarifas.
Exclusão de Essuatíni
Essuatíni, que mantém relações diplomáticas com Taiwan desde 1968, é a única nação africana que não se beneficiará da nova política. O reconhecimento de Taiwan como país independente impede que a China estabeleça relações comerciais com Essuatíni.
Desde que Burkina Faso reconheceu a política de “uma só China” em 2018, Essuatíni passou a ser o único aliado do governo taiwanês na África, o que limita suas opções de parceria comercial com a China.
A nova política de tarifa zero terá validade de 1º de maio de 2026 a 30 de abril de 2028. Essa iniciativa é uma ação unilateral da China, que não exige reciprocidade dos países africanos em relação às tarifas sobre produtos chineses.
O governo chinês enfatiza que essa medida é um passo concreto para demonstrar seu compromisso com a expansão da abertura comercial e o fortalecimento das relações comerciais com a África.





