Um incidente na Nova Zelândia resultou em penalidade financeira para um proprietário que autorizou a poda de árvores protegidas em sua residência à beira-mar. O caso surgiu em março de 2024, após denúncia sobre intervenções em vegetação próxima à praia de Takapuna.
A investigação apontou que Mark Fallwell, de 85 anos, ordenou o corte de duas árvores pōhutukawa, espécie nativa e protegida, com idade estimada entre 80 e 100 anos. O Conselho de Auckland verificou que uma das árvores teve cerca de 20% da copa removida, enquanto a outra sofreu cortes significativos em seus galhos principais.
Inicialmente, Fallwell alegou razões de segurança para justificar a poda, afirmando inclusive que vizinhos não haviam se oposto. No entanto, posteriormente admitiu que o objetivo principal era melhorar a vista para a praia e o mar a partir de sua propriedade, avaliada em aproximadamente NZ$ 15,7 milhões.
Consequências legais e multa
O caso foi levado ao Tribunal Distrital de Auckland, onde Fallwell se declarou culpado por realizar trabalhos não autorizados em árvores protegidas. A juíza Sheena Tepania destacou que o proprietário agiu com negligência ao não buscar informações adequadas sobre a legislação, especialmente considerando que sua família detém o imóvel há décadas.
Relatórios técnicos indicaram que as intervenções não seguiram padrões de arboricultura e podem comprometer a recuperação das árvores por décadas. A promotoria defendeu uma multa mais elevada devido à gravidade da violação ambiental.
Ainda assim, o valor final foi fixado em NZ$ 21 mil (cerca de R$ 7,2 mil), sendo a maior parte destinada à prefeitura. O caso foi classificado pelas autoridades como uma infração relevante às normas ambientais, reforçando a importância da preservação de espécies nativas e do cumprimento das leis locais.





