O Brasil se destacou em 2025 ao retornar ao topo do ranking mundial de investimentos chineses, conforme dados do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC). O país recebeu US$ 6,1 bilhões, equivalente a R$ 30,12 bilhões, em uma série de projetos, o que representa um aumento de 45% em relação ao ano anterior.
Com isso, o Brasil concentrou 10,9% dos investimentos globais da China, superando Estados Unidos e Guiana, que registraram 6,8% e 5,7%, respectivamente. Nos últimos cinco anos, o Brasil alternou entre as primeiras posições como destino do capital chinês, refletindo um interesse crescente por parte das empresas daquele país.
O CEBC aponta que fatores como energia limpa, abundância de recursos naturais e um mercado consumidor robusto são atrativos que ampliam esse interesse. Tulio Cariello, diretor de conteúdo e pesquisa do CEBC, destacou que são poucos os países que oferecem uma combinação tão favorável de características.
Setores Que Receberam Mais Investimentos
O setor elétrico se manteve na liderança em termos de investimentos, enquanto a mineração teve um crescimento significativo, triplicando o volume de aportes em 2025. A indústria automotiva também se destacou, recebendo 15,8% dos investimentos chineses.
Montadoras como GWM e BYD adquiriram fábricas que antes pertenciam a empresas ocidentais, transformando-as em centros de produção de veículos elétricos e híbridos, alinhando-se às tendências globais de mobilidade sustentável. Além do setor automotivo, os investimentos chineses estão se expandindo para áreas como logística, tecnologia da informação, manufatura de eletrônicos e serviços digitais.
Um exemplo é a Vivo Mobile, que lançou a marca de smartphones Jovi no Brasil, reafirmando a prioridade estratégica do país para a empresa. André Varga, diretor de produto, afirmou que o Brasil é um mercado importante para a Jovi, refletindo a confiança das empresas chinesas na economia brasileira.
De acordo com o CEBC, os investimentos chineses no Brasil devem continuar a se concentrar em transição energética, mineração e indústria. Essas áreas serão influenciadas por políticas internas, tensões geopolíticas e a agenda global de descarbonização.





