A China rejeitou a proposta de aquisição de US$ 2 bilhões (equivalente a R$ 10 bilhões) da startup de inteligência artificial Manus pela Meta, empresa de Mark Zuckerberg. Essa decisão ocorre em um momento crítico, a poucas semanas de uma reunião de alto nível entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping.
O veto levanta preocupações no setor de Inteligência Artificial (IA) na China, que já enfrenta um ambiente regulatório cada vez mais rigoroso. A Meta Platforms, Inc., anteriormente conhecida como Facebook, Inc., é a controladora de várias plataformas sociais, incluindo Facebook, WhatsApp, Instagram e Threads.
A empresa, sob a liderança de Mark Zuckerberg, adquiriu o WhatsApp em 2014 e, em 2021, reestruturou sua identidade corporativa para se concentrar no desenvolvimento do metaverso. A compra da Manus representava uma tentativa da Meta de expandir suas capacidades em IA, um campo estratégico para o futuro da tecnologia.
Decisão da Comissão Nacional da China
A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China foi responsável por vetar a transação, emitindo uma declaração concisa que afirmava que a decisão estava em conformidade com as leis e regulamentos.
A falta de detalhes na comunicação oficial sugere um ambiente de incerteza e controle rigoroso sobre investimentos estrangeiros, especialmente no setor de tecnologia. Essa ação é um reflexo do crescente escrutínio que o governo chinês aplica sobre empresas de IA, especialmente aquelas que envolvem capital americano.
Nos últimos meses, Pequim tem intensificado suas restrições sobre investimentos estrangeiros em tecnologia, especialmente os provenientes dos Estados Unidos. A decisão de vetar a compra da Manus é parte de uma tendência mais ampla de limitar a influência americana nas empresas de tecnologia chinesas.
Fontes indicam que representantes da comissão alertaram empresas privadas sobre a necessidade de rejeitar capital americano em rodadas de financiamento, a menos que haja uma aprovação explícita do governo.





