Muitos produtores brasileiros acordaram no último dia de 2025 com uma péssima notícia. O Ministério do Comércio da China anunciou uma medida que vai prejudicar a economia do Brasil nos próximos anos. Não só do Brasil, como de outros países, como Argentina, Uruguai e Estados Unidos da América.
A decisão do Ministério do Comércio da China foi de taxar a importação de carne em 55%. A justificativa seria de que o processo de compra de carne em outros países, como Brasil, afetou o desenvolvimento da indústria de carne chinesa. Assim, a tendência é de uma grande redução no processo comercial do produto.
Segundo o Ministério do Comércio da China, a taxa terá uma duração de três anos a partir do primeiro dia de janeiro de 2026. O Brasil é um dos prejudicados, pois, de acordo com Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), os produtores nacionais exportaram 1,5 milhão de carne bovina de janeiro a novembro de 2025.
Os números representam o motivo de a China ser o principal cliente do Brasil no que diz respeito à carne bovina. Os valores envolvidos na exportação do produto brasileiro renderem cerca de R$ 44 bilhões (Administração Geral das Alfândegas da China – GACC). Quem aparece logo atrás são os Estados Unidos da América (200 mil toneladas).
No entanto, nem tudo é para se lamentar. A China, pelo menos, cedeu uma cota de 1,1 milhão de toneladas para as importações oriundas do Brasil em 2026. Ano a ano, até 2028, as cotas aumentarão. Assim, os produtores brasileiros terão a oportunidade de vender uma grande parte da carne bovina sem as taxas.
Por enquanto, não houve manifestação do Governo brasileiro ou da ABIEC em relação à decisão da China. Em meio às intensas disputas políticas entre Estados Unidos da América e o país asiático, fica difícil assumir posições em relação ao mundo.





