A capital mais fria do Brasil é conhecida por suas temperaturas médias anuais baixas, especialmente durante o inverno. Com uma altitude de aproximadamente 935 metros, a cidade é frequentemente afetada por massas de ar polar, resultando em geadas e um clima rigoroso.
Essa combinação de frio intenso e desafios no trânsito impacta diretamente a qualidade de vida dos habitantes, que enfrentam longos períodos de congestionamento nas ruas. Além de seu clima, Curitiba lidera o ranking de tempo perdido no trânsito entre grandes cidades brasileiras.
Os motoristas curitibanos perdem, em média, 135 horas por ano em congestionamentos durante os horários de pico. Esse número é superior ao de São Paulo, que registra 132 horas, e também ultrapassa Recife e Belo Horizonte, que têm 130 horas. A alta taxa de congestionamento é uma preocupação crescente, especialmente em uma cidade que já enfrenta desafios climáticos.
Dados do Estudo
Os dados sobre o tempo perdido no trânsito são provenientes de um estudo realizado pelo Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS). Essa organização é especializada em consultoria e inteligência de mercado nas áreas de logística e gestão da cadeia de suprimentos.
O estudo destaca que o congestionamento nas operações logísticas urbanas resulta em menor previsibilidade e maior variabilidade no tempo de entrega, impactando a produtividade das frotas que operam em áreas densamente urbanas.
A frota de veículos em Curitiba tem crescido constantemente, o que contribui para o aumento dos congestionamentos. Em janeiro de 2026, a capital paranaense atingiu a marca de 1,8 milhão de veículos, o que representa quase um veículo por habitante.
Esse crescimento é significativo, considerando que a população curitibana, estimada em cerca de 1,83 milhão de pessoas, teve um aumento de apenas 0,09% no mesmo período. Assim, a cidade se aproxima de ter mais veículos do que habitantes.
A maior parte da frota de Curitiba é composta por automóveis e motocicletas, que juntos representam 75,9% do total. Os automóveis somam mais de 1 milhão, enquanto as motocicletas ultrapassam 289 mil unidades.





