Cientistas chineses desenvolveram um adesivo bioeletrônico voltado ao tratamento direto de órgãos humanos. A tecnologia foi divulgada pelo China Daily, parceiro da TV BRICS, e foi criada para se adaptar à anatomia irregular de órgãos internos.
O dispositivo atua de forma localizada, permitindo que o tratamento alcance apenas as áreas afetadas por doenças. O funcionamento do adesivo baseia-se na geração de campos elétricos que abrem temporariamente as membranas celulares.
Esse processo facilita a penetração do tratamento no tecido-alvo, reduzindo impactos em regiões saudáveis. Segundo os pesquisadores, essa abordagem diminui efeitos colaterais associados a terapias convencionais, que costumam atingir todo o organismo.

Estrutura e aplicações do adesivo
O adesivo é composto por quatro camadas ultrafinas e altamente flexíveis, capazes de cobrir mais de 95% da superfície irregular dos órgãos. Essa característica garante maior aderência ao tecido e amplia a eficácia terapêutica.
A flexibilidade permite o uso em órgãos de diferentes formatos, mantendo contato uniforme com a superfície tratada. Entre as aplicações destacadas está o uso em mulheres com predisposição genética ao câncer de ovário.
A tecnologia possibilita a prevenção da doença sem a necessidade de remoção cirúrgica dos órgãos, preservando a fertilidade. Esse uso representa uma alternativa aos procedimentos atualmente adotados nesses casos.
Em testes pré-clínicos, o adesivo demonstrou eficácia na preservação das funções renais durante transplantes. A aplicação local de medicamentos anti-inflamatórios evitou efeitos colaterais sistêmicos, segundo os resultados observados.
Os pesquisadores indicam que a inovação também pode ser adaptada para o tratamento de diabetes, doenças da retina e artrite reumatoide. Essas condições envolvem órgãos de anatomia complexa, nos quais a aplicação localizada pode ampliar os resultados terapêuticos.





