A Alzheimer continua sem cura e como uma das doenças mais graves da sociedade. No entanto, os trabalhos de cientistas e pesquisadores na área da saúde trazem relativos avanços aos tratamentos. Em Harvard, o resultado recente aponta para uma possível relação do ouro branco nos casos.
Ouro branco é como lítio ficou conhecido nos últimos anos por conta da importância para armazenamento de energia. Não à toa, o material se faz presente em dispositivos eletrônicos, como o celular e o computador, e carros elétricos. A descoberta em Harvard, porém, parece dar mais uma utilidade.
Os pesquisadores realizaram um experimento com animais e publicaram o estudo na revista Nature, uma das mais conceituadas em todo o mundo. Os resultados apontaram que pacientes humanos com Alzheimer, muito provavelmente, terão falta de lítio no organismo. Assim, perdem uma defesa crucial contra o estresse oxidativo e a inflamação crônica.

Ouro branco é a salvação contra o Alzheimer?
É muito cedo para realizar qualquer prognóstico futuro sobre a utilização do material em tratamento e eventuais curas. O trabalho em Harvard sustentou a hipótese de que o lítio, que é capturado pelas placas beta-amiloides resultantes da doença, tem ligação direta com o diagnóstico positivo.
Caso a proposta seja confirmada também em humanos, os avanços permitiram uma identificação mais precoce do Alzheimer – ao conferir a quantidade de lítio – e uma nova modalidade de tratamento. A inserção do material no organismo com o objetivo de fortalecer as células e, consequentemente, a memória.
A pesquisa de Harvard contou com a avaliação de biópsias de cérebros humanos e experimentação em ratos. No primeiro passo, percebeu que o lítio diminuiu de forma consistente no córtex pré-frontal. No segundo, que o material preveniu alterações cognitivas dos animais e/ou restaurou as mesmas.





