A descoberta foi divulgada no The Anatomical Record e se junta a uma vasta quantidade de animais que perambularam pela região do sul do País de Gales e o sudoeste da Inglaterra. Enquanto os cientistas não descobriam o crocodilomorfo, os restos foram armazenados em coleções por décadas.
“Realizamos uma descrição anatômica detalhada deste espécime, fazendo comparações com outros crocodilos primitivos par determinar se era outro espécime de Terrestrisuchus ou se era algo novo”, revelou o autor principal, Ewan Bodenham. A princípio, havia a expectativa dos fósseis fazer grupo dos Terrestrisuchus.
Contudo, a pesquisa determinou 13 diferenças anatômicas principais, a exemplo dos ossos mais curtos e robustos do que já se encontrava antes. Além disso, de acordo com os cientistas, a espécie vive exclusivamente em terra, diferentemente dos crocodilos e jacarés modernos.

Por que o crocodilo chama Galahdosuchus jonesi?
“Demos o nome em homenagem ao meu professor de física do ensino médio. Ele (assim como a busca pela identificação do crocodilo) era muito bom em desafiar as pessoas e ajudar os alunos a serem os melhores que podiam ser. Acima de tudo, ele é um cara muito engraçado, genuíno e legal”, confirma Bodenham.
O incessante trabalho dos cientistas e o resultado que demorou a chegar mostram como as pesquisas nem sempre trazem contribuições simultâneas. Em alguns casos, há fenômenos “esquecidos” por décadas ou até séculos antes de chegar a hora da revelação.





