A imagem de Chernobyl para muitos é de desastre, tragédia e um lugar assustador. Para outros, porém, além dessas características, apresenta a possibilidade de se fazer ciência. Diversos cientistas ainda visitam o local em busca de novas evidências que permitam uma compreensão ainda maior sobre radioatividade.
Algumas zonas de Chernobyl continuam inacessível para os humanos por conta do nível de radiação, contudo, não impede o desenvolvimento da ciência. Em meio aos destroços do reator da Unidade Quatro, pesquisadores encontraram uma surpreendente e misteriosa forma de vida que não para de proliferar.
O Cladosporium sphaerospermum é um fungo que, apesar de não existir uma comprovação, parece se beneficiar da radiação ionizante. Uma parcela de cientistas, inclusive, acredita que existe uma interação em jogo entre o organismo e o composto que nunca apareceu antes.
A presença de vida após a destruição de Chernobyl já era esperada pelos cientistas que, antes mesmo do século XXI, encontraram diversas espécies de fungo. No entanto, nenhuma possuía as características deste Cladosporium sphaerospermum. Não à toa, sugeriram uma hipótese de um fenômeno curioso.

Fungo vive, cresce e reproduz em Chernobyl
As plantas conseguem sobreviver na sociedade, principalmente, pelo fenômeno da fotossíntese, que funciona como a respiração desses seres vivos. Em Chernobyl, alguns pesquisadores pensam que é possível o mesmo fenômeno ocorrer nos fungos, mas com radiação ionizante.
Em seres humanos como nós, o composto é capaz de remover elétrons dos átomos e, com isso, romper ligações moleculares, danificando o DNA. No Cladosporium sphaerospermum, ao se conectar à melanina, a radiação seria absorvida e convertida em energia química aos organismos. A hipótese ainda não foi confirmada e depende de novos estudos para ser válida na academia.




