O segundo estado mais populoso do Brasil, possui uma população estimada em mais de 21,3 milhões de habitantes, conforme dados divulgados pelo IBGE em agosto de 2025. Este estado, que ocupa uma posição significativa no cenário nacional, carrega também uma rica história geológica.
Há cerca de 550 milhões de anos, esse território era coberto por um mar, evidenciado por fósseis marinhos encontrados na região de Januária. As descobertas paleontológicas em Minas Gerais, especialmente em Januária, confirmam que a área foi submersa em um mar raso e quente durante o período Ediacarano.
Fósseis de organismos marinhos, como a Cloudina e a Corumbella, foram identificados, destacando-se como alguns dos primeiros seres a desenvolver exoesqueletos. Recentemente, o fóssil Ghoshia januarensis também foi encontrado, adicionando mais informações sobre a vida marinha daquela época.

O ambiente do mar Bambuí
Essa região era parte do que se conhece como “Mar Bambuí”, um antigo oceano que ocupava grande parte do centro-leste brasileiro durante o Neoproterozoico. Acredita-se que um “braço de mar” com cerca de 10 metros de profundidade cobria a área, que apresentava um cenário geológico diferente, com continentes agrupados.
Essas características geológicas são fundamentais para entender a evolução da vida na Terra. A presença de fósseis como a Cloudina é crucial para a ciência, pois permite datar as rochas sedimentares da região e compreender melhor a evolução da vida antes da chamada “explosão cambriana”.
Essas descobertas não apenas enriquecem o conhecimento sobre a história geológica de Minas Gerais, mas também fornecem insights valiosos sobre a biodiversidade e os ambientes marinhos antigos.





