Impulsionada pelo Governo Federal, a Lei Rouanet alcançou números significativos para a economia brasileira em 2024. O programa movimentou nada menos que R$ 25,7 bilhões e também foi responsável pela criação e manutenção de 228 mil empregos.
Os dados constam na Pesquisa de Impacto Econômico da Lei Rouanet, divulgada nesta semana e realizada pela Fundação Getulio Vargas (FGV), a pedido do Ministério da Cultura (MinC) e da Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI).
De acordo com o estudo, a cada R$ 1 investido por meio da renúncia fiscal, voltaram R$ 7,59 para a economia e para a sociedade. Um salto para lá de significativo em comparação com os números obtidos em 2018, quando o primeiro levantamento foi realizado e foi apurado um retorno de R$ 1,59.

O ano de 2024, portanto, foi histórico para a Lei Rouanet, se encerrando como o primeiro, desde 2011, a apontar aumento acima da inflação no valor da renuncia fiscal, totalizando R$ 3 bilhões. Fora que, ao todo, os incentivos fomentaram 4.939 projetos culturais Brasil afora.
Mais de 89 milhões de pessoas foram alcançadas por projetos viabilizados pela Lei Rouanet. Dessa parcela grande da população, 69,3 milhões foram visitantes de eventos presenciais, com potencial de gastos em setores como transporte, hospedagem e alimentação.
Ministra celebrou números da Rouanet
Presente no evento de lançamento do estudo, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, comemorou o sucesso do programa em 2024 e destacou a importância do investimento na cultura por parte do poder público.
“Para defender a Lei Rouanet na dimensão que o Brasil precisava, faltavam dados robustos e atualizados. Agora estamos divulgando esses dados e vamos reafirmar que a cultura salva vidas. Investir em cultura é investir em gente”, declarou a ministra.





