Há dois dias, os Correios receberam a autorização do Tesouro e assinou o acordo por um empréstimo de R$ 12 bilhões para auxiliar na reestruturação da estatal. De acordo com as informações, a empresa que é responsável pelos serviços postais e de logística em todo o Brasil tem dívidas na casa dos R$ 6 bilhões.
Hoje, o presidente dos Correios, Emanuel Rondon, apresentou o plano de reestruturação da estatal à população brasileira. As medidas da empresa envolvem resoluções de curto, médio e longo prazo. Entre elas, as que mais chamam a atenção têm relação com a demissão de colaboradores e colaboradoras e fechamento das agências.
Emanuel Rondon anunciou que até 2027, o Correios espera “perder” 15 mil contribuintes para o serviço postal e de logística no Brasil. A atitude ocorrerá a partir do Programa de Demissão Voluntária (PDV), no qual o colaborador ou colaboradora pede demissão com o objetivo de cortar gastos e ganha, em troca, de incentivos e outros benefícios da empresa.
O cronograma de Emanuel Rondon e dos Correios prevê dez mil demissões nesse formato em 2026 e outras cinco no ano seguinte. Ainda sobre os colaboradores e colaboradoras, a estatal irá revisar algumas remunerações dos cargos de alto escalão; e a oferta de planos de saúde e de previdência.
O fechamento de quase mil agências tem ligação com o objetivo de otimizar o funcionamento dos Correios. As unidades escolhidas serão aquelas que apresentam déficit e representarão em torno de 20% do total de agências espalhadas pelo Brasil (em torno de 6 mil.
Resultados para os Correios com a demissão e fechamentos
Com essas e outras implementações, os Correios têm a expectativa de cortar cerca de R$ 4 bilhões em gastos. Além disso, a estatal espera aumentar as receitas em torno de R$ 3 bilhões a partir da venda dos imóveis das agências deficitárias e de parcerias com o setor privado. No entanto, não há qualquer possibilidade, no momento, de uma privatização.





