A crise na Argentina tem alcançado patamares tão elevados que tem ultrapassado as barreiras da economia e virado piada das mais diferentes maneiras. A mais boa nova envolvendo a moeda do país vizinho é que o peso argentino desvalorizou tanto de uns tempos para cá que passou a valer menos que moedas virtuais de jogos infantis de videogame.
Diante da grave crise econômica, internautas e analistas de mercado começaram a fazer comparações entre o poder de compra da moeda oficial do país com jogos populares como Fortnite, Roblox e Minecraft, que fazem muito sucesso com o público infantil. E os resultados impressionam.
Hoje, é necessário desembolsar mais notas de peso argentino para comprar um item básico do que moedas fictícias dentro dos jogos. Veja abaixo os parâmetros entre a cotação do peso argentino frente ao dólar e o valor de conversão das principais moedas virtuais:
- Robux (Roblox): O dinheiro usado para adquirir skins e itens na plataforma infantil superou o valor unitário da moeda física argentina;
- V-Bucks (Fortnite): A moeda do Battle Royale da Epic Games também possui uma taxa de conversão padrão mais forte que o papel-moeda argentino no mercado paralelo;
- Minecoins (Minecraft): Até mesmo as moedas utilizadas no universo dos blocos virtuais mostram-se mais valorizadas na cotação internacional.
São dados que refletem na realidade a inflação descontrolada e a perda constante de confiança dos mercados internacionais no peso argentino – e que chamam bastante atenção.

Argentinos amantes de games sentem impacto no bolso
Quem sente no bolso os impactos da perda constante de valor da moeda nacional é a população argentina. Para além da perda do poder de compra para alimentos básicos, as pessoas também encontram a mesma dificuldade no ambiente de lazer digital.
Grandes empresas do setor, como a Steam e a própria Epic Games, tiveram que dolarizar suas lojas ou reajustar os preços em mais de 1000% para evitar prejuízos provocados pelo derretimento do peso argentino.
Além disso, o cenário reforça o uso crescente de criptomoedas e dólares físicos pela população como mecanismos de sobrevivência para proteger o próprio patrimônio da inflação galopante









