O Conselho Curador do FGTS aprovou uma mudança significativa no uso do fundo para aquisição de imóveis, ampliando o valor máximo financiável para R$ 2,25 milhões. A decisão, divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), amplia o acesso ao financiamento especialmente em regiões onde os preços são mais elevados, como Rio de Janeiro e São Paulo.
Quem pode usar o FGTS no novo teto
O aumento do limite permite que famílias de renda média e alta — muitas delas com rendimentos acima de R$ 12 mil — passem a enquadrar seus imóveis no Sistema Financeiro de Habitação (SFH). Antes, com o teto de R$ 1,5 milhão, grande parte desses compradores não conseguia utilizar o fundo como parte do pagamento.
Para usar o FGTS no financiamento de um imóvel de até R$ 2,25 milhões, porém, é necessário cumprir duas condições obrigatórias:
- O imóvel deve ser destinado exclusivamente à moradia do próprio beneficiário — não pode ser usado para aluguel ou investimento.
- A propriedade precisa estar localizada em área urbana — imóveis rurais não são contemplados pela medida.

Regras adicionais para liberar o benefício
Além das duas condições principais, o MTE reforça que o comprador precisa ter três anos de trabalho com carteira assinada, mesmo que em diferentes empregos ao longo do tempo. Outro requisito é não possuir financiamento ativo no SFH, impedindo acúmulo de financiamentos com subsídio do fundo.
Cuidados na escolha do imóvel
Para quem está em busca da casa própria, especialistas recomendam atenção ao mercado. Comparar preços de imóveis semelhantes na mesma região e verificar os valores reais de venda ajuda a evitar negociações desfavoráveis. Também é importante analisar a infraestrutura do bairro e as condições de financiamento oferecidas pelos bancos.
Com as novas regras, o governo espera ampliar o acesso ao crédito habitacional e facilitar a compra da casa própria para um número maior de famílias brasileiras.





