Os desempregados do Brasil passaram a ter o direito de receber R$ 2.518 por mês graças ao reajuste no pagamento do seguro-desemprego. Esse é o teto da parcela mensal do benefício, que agora segue o novo salário mínimo nacional, que em janeiro deste ano foi definido em R$ 1.621.
Teto para desempregados
Com o estabelecimento do piso oficial, nenhuma parcela do benefício pode ser inferior a essa quantia. Ao entrar em vigor no primeiro mês do calendário, a medida também alterou faixas de benefícios e contribuições previdenciárias. Para parcelas acima do mínimo, o reajuste considerou a fixação de 3,90% do INPC.

Os trabalhadores que têm direito ao benefício começaram a receber as novas cifras a partir de fevereiro, referentes aos pagamentos baseados no salário mínimo reajustado. O novo piso corresponde a um acréscimo de 6,79% em relação ao valor anterior. A alteração é resultado da soma da inflação medida pelo INPC e o crescimento econômico limitado pelo teto do arcabouço fiscal.
Reajuste do salário mínimo afeta aposentadorias e contribuições
Conforme destacado anteriormente, o reajuste do salário mínimo no início do ano provocou mudanças no seguro-desemprego. Mas não apenas isso: também afetou aposentadorias e contribuições.
O pagamento para aposentados e pensionistas, por exemplo, que recebem o piso previdenciário, foi corrigido. Para quem tem direito a valores acima do mínimo, o reajuste de 3,90% elevou o teto do INSS para R$ 8.475,55.
O mesmo aconteceu com as contribuições previdenciárias. MEI’s e segurados de baixa renda passaram a ter contribuição mínima de R$ 81,05, enquanto trabalhadores CLT continuam em faixas de desconto de 7,5% a 14%, de acordo com a renda mensal.
Por último, ainda tem o salário-família, que passou a ser de R$ 67,54 por dependente para trabalhadores com renda de até R$ 1.980,38.





